Estudantes da “Genny Kalil Milego” aprendem com projeto de programação
Por: Bruno Rodrigues
Os estudantes dos 5º anos da Escola Municipal “Prof. ª Genny Kalil Milego” passaram a contar, este ano, com um reforço de ensino que vai além das disciplinas regulares já conhecidas na rotina da sala de aula. Trata-se de ensino da parte prática de programação, também conhecido como Educação 4.0, proposto pela Secretaria da Educação (Sedu), em parceria com a empresa Positivo Tecnologia.
A unidade escolar fica no Conjunto Habitacional Hebert de Souza, na Zona Norte, e, com o projeto, os pequenos cidadãos daquela região passam a ter um acesso ao universo tecnológico, muitas vezes impensável em locais mais carentes da cidade.
Durante as atividades realizadas no laboratório de informática e nos momentos de uso da sala de leitura e jogos, os estudantes criaram um tabuleiro feito de papel color set e elaboraram, em dupla, por meio de programação com o ‘micro:bit’, um dado (aquele com seis números), só que em uma placa eletrônica, a fim de mover as peças durante o jogo.
Cada participante recebeu um kit com um caderno intitulado “Inventura – a aventura de inventar” que, além das explicações teóricas, continha uma placa eletrônica. Ao longo da cerimônia de apresentação dos projetos, ocorrida na última semana, as crianças exibiram orgulhosas seus tabuleiros e dadinhos desenvolvidos durante as atividades.
Aprendizagem e desenvolvimento
Para o diretor da escola, Roberto Martinez, a iniciativa possibilitará aos estudantes uma posição mais competitiva no mercado de trabalho. “Esse projeto voltado para programação é muito importante para elas, pois passam a ter algo a mais do que aquilo que a rede já proporciona. É um meio de se igualar com outros centros educacionais mais evoluídos e que têm uma estrutura maior na questão tecnológica, para que no futuro eles possam angariar da melhor forma um espaço no mercado de trabalho”, pontuou.
A professora Mislane Cristina da Silva Oliveira apontou os benefícios obtidos pelas crianças. “Eles desenvolveram vários projetos com muita autonomia. No início apresentaram algumas dificuldades por não conhecerem a programação, mas com o tempo eles mostraram muita evolução e passaram a criar diversas soluções aplicando matemática e lógica, entre outros”, disse. Segundo a educadora, a atividade, também, contribuiu muito em outras disciplinas e agregou conhecimento, auxiliando na aprendizagem das crianças.
Contato com a tecnologia
A estudante Allanna Amorim Mendes, de 11 anos, revelou alguns pontos do que absorveu. “Eu aprendi a criar jogos, programar e mexer melhor no computador. Conheci o ‘micro:bit’, programando com uso de sequências de números. Estou gostando bastante desse projeto”, comentou.
Para o Eduardo Santos Saraiva, de 10 anos, o que mais marcou foi a aplicação do projeto em outras disciplinas. “Essa atividade é muito importante, pois além de usarmos a programação para aprender, vimos ela aplicada também em disciplinas como português, matemática e inglês. Outro ponto importante foi poder desenvolver o trabalho em equipe com os meus amigos”, contou o estudante.
Martinez ressalta que a intenção da unidade é ampliar a atividade para mais crianças em 2020. “Esses projetos foram desenvolvidos pelas professoras dos 5º anos em um trabalho interdisciplinar muito aplicado e terá sequência ao longo de todo o ano. Nossa intenção para o ano que vem é a de ampliar esta ação também para os 4º anos”, planeja o diretor.
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