Espaços públicos integram “Frestas: Trienal de Artes” a partir desta quinta-feira

 

A partir desta quinta-feira (23), a Prefeitura de Sorocaba, por meio da Secretaria de Cultura (Secult), empresta três de seus espaços culturais para a realização da multimostra “Frestas: Trienal de Artes”. O evento, que terá duração de sete meses, ocorre quase 20 anos depois da experiência cultural que uniu a cidade e o Sesc Sorocaba, na construção de novas formas, significados e dimensões dentro do projeto “Terra Rasgada” que aconteceu na cidade durante a década de 1990.

Agora, a proposta se amplia, assim como o município em sua totalidade, e traz a transdisciplinaridade das artes visuais local e global, com a participação de artistas de vários países e diferentes gerações, ocupando mais de 3 mil m² do Sesc, do Museu da Estrada de Ferro Sorocabana, do Barracão Cultural – anexo à Estação Ferroviária e do Palacete Scarpa, entre outros espaços. 

“Frestas: Trienal de Artes”, estará aberta ao público de 23 de outubro de 2014 a 3 de maio de 2015 e tem curadoria de Josué Mattos, que partiu da frase “O que seria do mundo sem as coisas que não existem?” para concretizar o projeto.

 “Essa é uma oportunidade única. Receberemos importantes artistas da arte contemporânea, nas mais variadas formas de expressão e com um conteúdo ímpar, acessível a todas as pessoas”, comentou a secretária da Cultura, Jaqueline da Silva Gomes. 

O Sesc Sorocaba confirmou a presença do seu diretor regional, Danilo Santos Miranda, que será recebido pelo prefeito Antonio Carlos Pannunzio para a abertura do evento, que acontece às 20h, na unidade local. 

  

Confira abaixo os artistas que ocuparão os espaços culturais da Secult:

  

Palacete Scarpa

Ana Gallardo (1958, Rosário / Buenos Aires, Argentina)

Ejercicios primarios [Exercícios primários], 2014, vídeo e performance.

A artista argentina realizará sua obra a partir de aprendizados com pessoas idosas da cidade, como integrantes da UCENS, um descendente de espanhóis que planta e colhe seu próprio alimento e músicas encontradas no caderno de uma professora local.

 

Bil Lühmann (1985, São João da Boa Vista / Florianópolis, Brasil)

Sem título, 2014, objetos coletados nas ruas de Sorocaba.

Colas, 2011, 17 colas de matérias diversas.

Bilhetes, 2012, bilhetes encontrados no chão.

Projeto sofá, 2012, itens coletados entre as almofadas e no interior de sofás encontrados no Palacete Scarpa.

Sem título, 2014, brinquedos encontrados na rua.

Sem título, 2014, joias, bijouterias e acessórios encontrados na rua.

Sem título, 2014, peças de quebra-cabeças encontradas na rua. 

Além de dois trabalhos já realizados (Bilhetes e Colas), o artista paulistano criará cinco peças inéditas, a partir de uma extensa pesquisa nos bairros de Sorocaba.

 

Barracão Cultural

Bayrol Jiménez (1984, Oaxaca, México / Paris, França)

King Codex [Rei Códex], 2014, tinta acrílica e tinta guache sobre papel e parede.

A imagem condensa o discurso, aquilo que só é possível expor em vários parágrafos de texto, um desenho revela em um piscar de olhos. No entanto, para “ler” o desenho, é preciso se deter, examinar, descodificar a informação que, no caso de Bayrol Jiménez, acontece na forma de uma correnteza: se ficarmos na frente, batemos; se persistirmos, somos arrastados.

 

Julia Kater (1980, Paris, França / São Paulo, Brasil)

No lugar que chegamos, 2014, videoinstalação, 5 canais.

Em cada microcena dos vídeos de Julia Kater há um desejo sagaz de encarar o real e apreender as suas contradições inscritas no transcorrer de ações banais do cotidiano.

 

Kristina Norman (1979, Talim, Estônia)

We are not alone in the universe [Não estamos sozinhos no universo], 2010, documentário, 15’.

Em novembro de 1996, um objeto voador desconhecido apareceu na fazenda Poosimatsu, no nordeste da Estônia. O evento contou com mais de uma testemunha e, em 2007, foi erguido um monumento de pedra em homenagem a esse incidente. A artista Kristina Norman, acompanhada de um dos mais importantes ufologistas da Estônia, participou da inauguração desse monumento, que pode ser vista no vídeo We are not alone in the universe.

 

Maya Watanabe (1983, Lima, Peru / Madri, Espanha)

El péndulo [O pêndulo], 2013, videoinstalação de três canais, 15’45’’.

El péndulo tece uma espécie de trama com fragmentos retirados de textos sagrados da Torá, do Novo Testamento e do Alcorão. Esses textos são recitados em hebraico, latim e árabe, representando as três religiões monoteístas Abraânicas: Judaísmo, Cristianismo e Islamismo.

 

Priscila Fernandes (1981, Porto, Portugal / Rotterdam, Holanda)

Product of Play [Produto do jogo], 2011, vídeo, 4’03’’

O local impoluto onde acontece a performance de duas crianças que brincam com pequenos cubos de cores distintas é decisivo para pontuar algumas das ideias que evocam o filme Product of play, da artista Priscila Fernandes. 

 

Raquel Stolf (1975, Indaial / Florianópolis, Brasil)

Assonâncias de silêncios (sala de escuta), 2008-2010, cabine com isolamento acústico (40dB), abafador de ruídos (isolamento 24dB), material impresso. Acervo Museu de Arte de Santa Catarina.

 

Regina Parra (1981, São Paulo, Brasil)

Metegol, 2014, mesa de pebolim.

Em suas obras, Regina Parra traça um paralelo entre viver em uma metrópole e não pertencer aos mecanismos socioeconômicos impostos pelo ritmo das grandes cidades. No vídeo 7.536 passos (por uma geografia da proximidade), a artista nos convoca a pensar em possíveis subversões para os limites e as fronteiras — físicas, econômicas, políticas e culturais  — existentes entre as regiões centrais e os bairros periféricos da cidade de São Paulo.

 

Museu da Estrada de Ferro Sorocabana

Laura Belém (1974, Belo Horizonte, Brasil)

1,9,7,1, tinta látex, relógios de parede, foco de luz, 2014.

Em seu trabalho, Laura Belém recontextualiza objetos do cotidiano, mudando completamente seu sentido, renovando sua situação e, mais ainda, a percepção que o visitante tem deles. 

 

Rochelle Costi (1961, Caxias do Sul / São Paulo, Brasil)

Passageiros, 2014, instalação a partir de fotos encontradas e interferidas, textos ficcionais, molduras originais do Museu da Estrada de Ferro Sorocabana.

 

Victor Leguy (1979, São Paulo, Brasil)

Cápsula l, 2014, apropriação de objetos de acervo, grafite, fotos, câmera de segurança.

 

Confira a programação completa no arquivo anexo 

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