Distribuição de vacina antirrábica humana é regularizada em Sorocaba
Por: Eduardo Santinon – esantinon@sorocaba.sp.gov.br
Secretaria da Saúde de Sorocaba ainda aguarda que o Ministério da Saúde normalize da entrega de doses contra Hepatite A, Varicela e Poliomielite (oral)
A Divisão de Vigilância Epidemiológica (DVE), da Secretaria da Saúde (SES) de Sorocaba, recebeu uma grade extra de doses de vacina antirrábica humana e que estava em falta. Desta forma, os esquemas de rotina estão liberados na rede municipal. Porém, a SES aguarda a regularização pelo Ministério da Saúde do repasse de doses contra Hepatite A, Varicela e oral contra a Poliomielite (VOP), cuja distribuição continua sendo conforme esquema de prioridade, para garantir o atendimento dos casos de emergência e urgência.
Segundo a supervisora de área da DVE, Daniela Malaquias, a remessa de Antirrábica foi recebida no final de março e está sendo encaminhada às unidades de saúde, de acordo com a grade semanal de distribuição. A prioridade era o atendimento a pacientes em situação de pós-exposição e de reexposição ao vírus da doença. Porém, agora está liberado o uso para esquemas de pré-exposição.
Situação mais crítica em Sorocaba continua sendo da Hepatite A, Varicela e VOP, cuja quantidade existente nos postos está muito baixa e estão sendo administradas até o fim do estoque das UBSs. Os estoques dessa última estão zerados na Central Rede de Frio, da DVE, uma vez que o município não recebeu na grade mensal o repasse quanto à VOP.
A SES recebeu um quantitativo de Varicela e Hepatite A que são insuficientes para a demanda mensal. “Orientamos a convocação dos pacientes para administração das vacinas de acordo com a data de espera, do mais antigo para o mais recente”, aponta Daniela. Segundo ela, as orientações para vacina Antirrábica, Hepatite A e VOP estão mantidas conforme orientações repassadas às unidades de saúde, de forma a proceder a melhor utilização do restante das doses. A SES não tem previsão de quanto tempo as doses desses três tipos e vacinas faltantes nas UBSs devam durar, o que depende da demanda.
“Solicitamos ainda a atualização diária dos estoques físicos das vacinas nas unidades, no estoque do Sistema de Informação da rede. Assim que o repasse das referidas vacinas seja normalizado, encaminharemos informações para suspensão da conduta de priorização”, acrescenta Daniela.
O risco de desabastecimento não está descartado. A situação problemática se estende desde 2014 e se agravou a partir de outubro do ano passado, devido às constantes falhas nos repasses pelo Ministério da Saúde aos municípios paulistas, o que é feito via Grupo de Vigilância Epidemiológica estadual, intermediário no processo.
Em comunicado do Ministério da Saúde, consta que, em geral, há indisponibilidade das vacinas nos mercados nacional e internacional, o que tem dificultado a compra. Já as vacinas obrigatórias para as crianças até um ano de idade estão com a distribuição em dia. São elas: Pentavalente, Poliomielite, Rotavírus, Pneumo-10 (pneumonia), meningite, sarampo, caxumba e rubéola.
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