“Defesa Civil nas Escolas” aborda trotes às centrais de emergência
Por: Claudia Volpe – cvolpe@sorocaba.sp.gov.br
Ação educativa ocorreu nesta terça-feira (28) na Escola Municipal “Prof.ª Inês Rodrigues Cesarotti”, Parque Vitória Régia
Mais uma ação do Projeto “Defesa Civil nas Escolas” foi realizada nesta terça-feira (28). Os alunos do 5º ano da Escola Municipal “Prof.ª Inês Rodrigues Cesarotti”, no Parque Vitória Régia, puderam entender como funciona o trabalho da instituição, receber orientações de como agir diante de problemas ocasionados nos períodos de chuva e estiagem, também foram orientados quanto aos problemas causados por trotes telefônicos às centrais de emergência, ocorrências que costumam aumentar no período de férias escolares.
De iniciativa da Prefeitura de Sorocaba, por meio da Defesa Civil, o projeto educativo tem por objetivo atender, sobretudo, escolas localizadas em áreas com maior incidência de alagamentos e queimadas. Até o momento, alunos e professores de duas escolas foram beneficiados: EM “Prof.ª Norma Justa Dallara”, no Jardim São Camilo e a segunda a EM Inês Cesarotti.
Durante a ação nesta semana, o assistente social da Defesa Civil, José Aparecido Batista Júnior, falou da problemática dos trotes telefônicos, que afetam principalmente a Defesa Civil (199), Polícia Militar (190) ou Corpo de Bombeiros (193) e Samu (192). “Crianças não pratiquem o trote, pois quando vocês ligam na emergência sem necessidade, o funcionário deixa de atender outra pessoa que precisa. Uma pessoa pode até perder a vida por não ser atendido naquele momento”, explicou.
De acordo com a orientadora pedagógica Tuly Franchim, a partir do momento que os alunos da 5º entenderem o projeto, poderão levar para a comunidade todo esse conhecimento e a importância de serem agentes multiplicadores. “Nossos alunos têm esse perfil de multiplicadores e com esse trabalho poderão colaborar. Atingir um público que Defesa Civil acaba não alcançando”, destacou.
Para as amigas Natália Camila Rodrigues, 11 anos, e a Rafaela Teodoro Veiga, 10 anos, o projeto foi muito interessante para que elas saibam como agir diante de situações de tempestade, enchentes e estiagem. E que o desespero não é o melhor caminho nessas horas. “É bom aprender o que se deve fazer em momentos difíceis, para não sair simplesmente gritando”, disse Natália. Já Rafaela comentou sobre a questão dos trotes: “Enquanto atendem a ligação de uma criança que está brincando, outras ou até adultos podem estar correndo risco de morte”.
O Projeto “Defesa Civil nas Escolas” é um projeto-piloto e a próxima escola a ser atendida ainda não foi definida. “Vamos levar em conta também o interesse de cada instituição escolar”, finaliza o assistente social.
Tags:Defesa Civil, Governo
