Criadouros de Aedes recolhidos pela SES somam 308ton de jan a mar.
Por: Eduardo Santinon – esantinon@sorocaba.sp.gov.br
A Divisão de Zoonoses da Secretaria de Saúde (SES) de Sorocaba recolheu este ano, de janeiro até o fim de março, um total de 308,2 toneladas de inservíveis que poderiam acumular água dentro de imóveis na cidade. Os materiais são propícios à formação de criadouros de larvas do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue e das febres chikungunya, e foram removidos durante ações de arrastão e bloqueios dessas doenças. As ações ocorrem diariamente.
Conforme levantamento da SES, em janeiro foram 101,4 toneladas, sendo 58,5 toneladas de pneus e 42,8 toneladas de outros tipos de materiais, como restos de móveis ou materiais de construção, garrafas, brinquedos velhos, caixas d’água quebradas, vasos e aparelhos eletrônicos danificados, entre outros. Em fevereiro foram mais 102,54 toneladas (61,6 de pneus e de 40,9 de outros criadouros), contra 104,3 em março (57,29 toneladas de pneus e 47,02 de demais inservíveis).
“Ou seja, só de pneus foram 177,4 toneladas. É muita coisa”, destaca o biólogo da Divisão de Zoonoses da SES, João Ricardo Pereira Ennser. Segundo disse, as visitas de casa a casa para orientação de moradores e retirada de criadouros, nesta semana vai priorizar os seguintes bairros: Jardim Nova Esperança, Vila Progresso, Santo André 2, Jardim Piratininga, Aparecidinha e Jardim São Paulo.
Neste último bairro, na tarde desta segunda-feira (11) uma das equipes fazia as ações de bloqueio devido a seis casos de dengue confirmados naquela região, entre os dias 10 e 30 de março. O agente de vigilância Nelson Aquaviva explicou que a ‘Zoonoses’ tem mantido vistorias frequentes no bairro, sobretudo em imóveis considerados especiais, onde vivem pessoas que costumam acumular materiais recicláveis.
O catador Vanderlei Del Lomo, 57 anos, teve seu imóvel mais uma vez vistoriado. Apesar da grande quantidade de papelão espalhado pelo quintal, disse que na semana passada a maior parte já havia sido retirada. “Vendo de 3 mil a 4 mil quilos de plásticos, papel e papelão a cada dois meses e as equipes da Prefeitura sempre passam por aqui para retirar alguns objetos que podem acumular água. Aí aproveito e me desfaço de alguns outros”, revelou.
“Em uma outra casa nesta mesma rua, no ano passado, retiramos de dentro o equivalente a 22 caminhões de inservíveis. Hoje também passamos por lá, mas estava tudo ok. Não havia focos”, complementa Nelson. Quando não é possível retirar todo o material, os agentes colocam larvicida nos recipientes para evitar a proliferação do mosquito transmissor.
Após os arrastões, caso a situação climática favoreça, a SES promove a nebulização, por meio da aplicação de veneno. Nesta semana, a ação está programada para ocorrer no Jardim Arco-Íris, Vila Leopoldina, Itanguá 2, Jardim Brasilândia, Jardim Gutierrez, Jardim São Paulo, Vila Progresso e Jardim Nova Esperança.
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