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Acessado em: 30/11/2025 - 06h43

Criadouros de Aedes recolhidos pela SES somam 203,9 toneladas em 2016

Por: Eduardo Santinon – esantinon@sorocaba.sp.gov.br

Foto: Zaqueu Proença - zbueno@sorocaba.sp.gov.br

A Divisão de Zoonoses da Secretaria de Saúde (SES) de Sorocaba já contabiliza 203,9 toneladas de inservíveis recolhidas nos dos primeiros meses de 2016. Todo este material poderia acumular água dentro de imóveis, tornando-se ambientes propícios à formação de criadouros de larvas do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue e das febres chikungunya. A remoção aconteceu durante as ações diárias de arrastão e bloqueios dessas doenças, realizadas pelos agentes de saúde. As ações prosseguem cotidianamente.

Em janeiro foram 101,4 toneladas, sendo 58,5 toneladas de pneus e 42,8 toneladas de materiais como restos de móveis, ou materiais de construção, garrafas, brinquedos velhos, caixas d’água quebradas, vasos e aparelhos eletrônicos danificados, entre outros. Já em fevereiro, a quantidade de materiais destinas ao Aterro de Inertes totalizou 102,5 toneladas, das quais 61,6 toneladas de pneus e 40,9 toneladas de inservíveis.

Médica Veterinária da Divisão de Zoonoses da SES, Thaís Buti lembra que apenas no Dia “D”, realizado em 13 de fevereiro, em conjunto com o Exército, Marinha, Sucen e Agência Nacional de Águas, foram feitas 3.200 visitas em domicílios, com remoção de 5,4 toneladas de inservíveis e 158 intimações para limpeza de terrenos.

Nesta semana, as visitas de casa a casa estão concentradas nos bairros São Conrado, Jardim Brasilândia, Centro, Parque das Laranjeiras, Conjunto Habitacional Júlio de Mesquita Filho, Parque São Bento, Jardim São Conrado e Vila Carol. Já as nebulizações, por meio da aplicação de veneno, estão programadas para ocorrer em regiões do Conjunto Habitacional Júlio de Mesquita Filho, Terra Nova, Central Parque, Jardim São Conrado e Centro. “O cronograma está sujeito a alterações conforme andamento das ações, entrada de novos casos e condições climáticas”, avisa Thaís.

Ela explica que empresas, indústrias e escolas, entre outros tipos de imóveis que estejam na área trabalhada, também são vistoriados pelos agentes da Divisão de Zoonoses. “Também contamos com equipe específica para imóveis especiais, de grande circulação de gente, como empresas e indústrias de grande porte ou onde residem acumuladores. As visitas ocorrem de forma rotineira e os responsáveis são orientados de como manter o local livre de criadouros, por meio de monitoramento semanal”.

Outras equipes da “Zoonoses” realizam a busca dos proprietários de imóveis desocupados, notificando-os e até autuando-os a sanarem as irregularidades. “Em último caso, quando não é possível encontrar o proprietário e realizar a vistoria, solicitamos o ingresso forçado por meio de mandado judicial, acompanhados de oficial de justiça”, esclarece.

Mas a veterinária lembra, apesar das ações públicas, a ajuda da população é determinante para acabar com o mosquito transmissor. “A grande maioria dos focos está dentro das casas, na área urbana, e acabar com eles é a prioridade. Daí a importância da população fazer a vistoria semanal e acabar com os possíveis criadouros”, finaliza.