Criadouros de Aedes recolhidos pela SES este ano já somam 156 toneladas
Por: Eduardo Santinon – esantinon@sorocaba.sp.gov.br
A Divisão de Zoonoses da Secretaria de Saúde (SES) de Sorocaba já recolheu um total de 156,1 toneladas de inservíveis, somente neste ano, e que poderiam acumular água dentro de imóveis na cidade. Os materiais são propícios à formação de criadouros de larvas do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue e das febres chikungunya, e foram removidos durante ações de arrastão e bloqueios dessas doenças. As ações prosseguem diariamente.
Fevereiro ainda não terminou e só neste mês a quantidade de materiais destinas ao Aterro de Inertes totaliza, até o momento, 28,2 toneladas de pneus, mais 26,5 toneladas de inservíveis. Em janeiro foram 101,4 toneladas, sendo 58,5 toneladas de pneus e o restante, 42,8 toneladas, de materiais, como restos de móveis ou materiais de construção, garrafas, brinquedos velhos, caixas d’água quebradas, vasos e aparelhos eletrônicos danificados, entre outros.
Nesta semana, as ações estão concentradas em ruas do Jardim Paulistano, Parque Vitoria Régia, Recreio Marajoara, Jardim Europa, Jardim São Guilherme, Parque Esmeralda e Nova Esperança. Neste último bairro, num terreno ao lado do CEI-33 “Elvira Nani Monteiro”, a equipe de apoio aos agentes de vigilância em Saúde retiraram pneus, restos de televisão, garrafas e latas, entre outros objetos com água. “É a terceira vez em pouco tempo que passamos por aqui e cada vez tem mais sujeira. Na sexta-feira passada também estivemos e, nesta segunda, já há mais coisas no local”, aponta o carregador Marcelo Assis.
O Agente de vigilância em saúde Ivan Vieira destaca que os trabalhos nessa região entraram no terceiro dia, o qual foi iniciado na semana passada. “Estamos fazendo o bloqueio de um caso suspeito de chikungunya. Achamos muitos focos de larvas do mosquito dentro das casas. Ou seja, não foi só materiais com água parada”, enfatiza. Ele destaca que numa das residências, mais de 50 itens foram removidos, dos quais metade deles tinha água parada. “É um caso de acumulador. Da outra vez retiramos um caminhão cheio de inservíveis”, complementa Ivan.
Biólogo da Divisão de Zoonoses da SES, João Ricardo Pereira Ennser explica que o setor mantém vistorias mais periódicas em pontos especiais, como esse. “São casos de pessoas acumuladoras ou áreas onde muita gente costuma despejar materiais que podem juntar água. É feita a remoção dos objetos ou colocação de larvicida para evitar a proliferação do mosquito”, explica. O trabalho nos bairros é feito de casa em casa, onde os moradores também recebem orientações quanto às medidas preventivas.
Após os arrastões, caso a situação climática favoreça, a SES promove a nebulização, por meio da aplicação de veneno. Nesta semana, a ação está programada para ocorrer no Jardim Arco-Íris, Parque Esmeralda, Jardim São Guilherme, Parque Vitória Régia, Recreio Marajoara e Vila Adélia.
Cata-treco
A Prefeitura de Sorocaba, por meio da Secretaria de Serviços Públicos (Serp) e em parceria com a SES, ainda mantém a operação cata-treco. De outubro de 2015 a fevereiro deste ano, o serviço retirou mais de 580 toneladas de materiais inservíveis das residências dos sorocabanos. O diferencial é que, nesta ação, são removidos todo tipo de inservíveis, não apenas aqueles que podem acumular água, ao contrário da iniciativa desencadeada pela “Zoonoses”. Só não são recolhidos pelo cata-treco lixo domiciliar, entulho, além de resíduos de capina e poda.
O cata-treco é um serviço itinerante e nesta semana ocorre em bairros da Zona Leste: Vila Assis, Vila Pinheiros e Vila Rica (segunda-feira); Parada do Alto, Vila Franco, Jardim Dias Lopes e Vila Berti (terça); Barcelona, Ana Moreno e Popular dos Pinheiros (quarta); Vilas Zacarias, João Romão e Sabiá (quinta); e Vila Colorau (sexta). Os moradores devem deixar o material na calçada, que a equipe de coleta passará para pegá-lo a partir das 9h. A Serp frisa que a programação pode sofrer mudança, em função do volume de materiais recolhidos ou de chuvas.
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