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Acessado em: 30/11/2025 - 04h11

Conselho PcD disponibiliza logotipo em 3D para pessoas com deficiência visual

Por: Secom / Secid

A Secretaria da Cidadania e Participação Popular (Secid) desenvolveu, no último mês de maio, uma nova identidade visual para o Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida (CMPcD), com o objetivo de traduzir a missão do órgão no acompanhamento de políticas públicas visando garantias de direitos e a inclusão social deste segmento da população. Com base neste conceito, o CMPcD agora possui uma versão do seu logotipo impressa em 3D, de forma que ele também possa ser conhecido pelos cidadãos com deficiência visual.

As impressoras 3D – três dimensões – funcionam de forma similar às impressoras usadas em casa ou em escritórios. Porém, este tipo de equipamento, em vez de papéis, imprime objetos físicos a partir de um modelo digital gerado em computador, com rapidez e precisão. A coordenadora de Políticas para a Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida da Secid, Sandra Mara de Moraes, conta que a criação de um logotipo em 3D nasceu a partir de debates no CMPcD, com o objetivo de que pessoas com diferentes graus de deficiência visual tivessem acesso ao logotipo.

Ao relembrar deste histórico, a presidente do CMPcD, Andrielle de Oliveira, revela que a ideia inicial era a produção do logotipo em forma física, antes mesmo da definição de qual material seria utilizado. “Como somos um conselho que trata da inclusão, consideramos fundamental que todos conhecessem nossa identidade. Pensamos em diferentes formas disto acontecer, até mesmo, com barbantes. Até que tivemos conhecimento da tecnologia 3D, que taria um melhor produto final e com mais durabilidade”, revela.

A secretária da Secid, Suélei Gonçalves, elogia a iniciativa do CMPcD, pela perfeita sintonia com as atividades que órgão desenvolve rotineiramente. “É uma atitude feita de forma relativamente simples, mas que terá um grande impacto prático para incentivar a participação dos deficientes visuais no desenvolvimento dos programas e políticas públicas”, destaca.

 

Tecnologia com origem no milho

O CMPcD encomendou então o logotipo em 3D ao Instituto de Pesquisas e Estudos Avançados Sorocabanos (Ipeas), laboratório mantido pela Faculdade de Engenharia de Sorocaba (Facens) no próprio campus. O objeto foi produzido em PLA, uma espécie de plástico biodegradável, compostável e reciclável, gerado a partir do processamento do milho e que não cria resíduos tóxicos. Suas dimensões são 12,6 centímetros de diâmetro de uma aba a outra; 9 centímetros de diâmetro do círculo central; e 1,4 centímetros de altura.

O estagiário do Ipeas, Guilherme Del Rio, estudante de Engenharia Química, participou da equipe responsável pelo desenvolvimento do logotipo do CMPcD. Ele explica que, a partir de um desenho em 2D, foi usado um programa de informática para fazer uma modelagem em 3D. Após a finalização do arquivo, “um software transforma o modelo desenhado num código, que permite transmitir a informação do computador para a impressora”.

Uma das primeiras pessoas que conheceu o logotipo por meio do tato é o jornalista Teco Barbero, funcionário do departamento de marketing da Facens. Deficiente visual, Teco também é palestrante e promove cursos de fotografia voltados a este segmento da população. “A iniciativa é fantástica, pois coloca em prática uma forma de inclusão das pessoas com deficiência visual. Acredito que seja um dos primeiros conselhos do Brasil a desenvolver ideia semelhante”, ressalta.

O CMPcD pretende apresentar o logotipo em sua próxima reunião ordinária, prevista para o dia 19, às 9h, no Centro de Convivência da Pessoa com Deficiência (Rua João Gabriel Mendes, 351, Vila Gabriel).

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