Consciência Negra terá exposição de quadros e de roupas de ‘Orisás’ nesta segunda-feira

 

A Prefeitura de Sorocaba está realizando, durante todo este mês de novembro, uma programação especial para comemorar o Dia da Consciência Negra, celebrado no dia 20 de novembro. Nesta segunda-feira (10), às 19h30, acontece a abertura da exposição de quadros “Dandara, uma guerreira em mim”, da artista plástica Elaine Souza, e a exposição “Aso dos Orisás” na Biblioteca Municipal “Jorge Guilherme Senger”, no Alto da Boa Vista. Orisá, é a tradução iorubá do termo orixá. 

Promovidas pela Coordenadoria da Igualdade Racial da Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes), em parceria com o Conselho Municipal de Participação de Desenvolvimento da Comunidade Negra (CMPDCN), as exposições têm como objetivo estimular a reflexão sobre a inserção do negro na sociedade brasileira e valorizar a cultura.

As duas exposições poderão ser conferidas gratuitamente até o dia 14 de novembro, das 9h às 16h30. A Biblioteca Municipal fica na Rua Ministro Coqueijo Costa, 180, ao lado da Prefeitura.

Sobre a exposição de quadros

A exposição “Dandara, uma guerreira em mim” contará com 15 quadros da artista plástica Elaine Souza, de 45 anos, que retratam a mulher negra. “Há dois anos eu pinto e essa será a segunda vez que vou expor meu trabalho. Estou muito feliz, ainda mais que boa parte desses quadros eu já consegui vender”, comenta. Elaine também trabalha como secretária do Projeto “Quilombinho”.

A artista plástica ainda explica que não escolheu à toa o título de sua exposição. Dandara foi uma guerreira negra, esposa de Zumbi dos Palmares, líder da revolução do Quilombo dos Palmares, um marco da luta pelos direitos dos negros no país. “Me sinto assim, com a força de Dandara, uma mulher negra que está vencendo na vida”, afirma.

 Sobre as roupas de Orisás

Já na exposição “Aso dos Orisás”, o público poderá conferir roupas e paramentas de 8 orixás: Omolu (senhor das doenças), Osoosi (orisá da caça e da fartura), Ogum, (orisá da guerra), Osala (orisá associado à criação do mundo e da espécie humana), Ossãe (orisá das ervas medicinais), Osum (orisá feminino das águas doces, dos rios e cachoeiras, da riqueza, do amor, da prosperidade e da beleza), Yemonja (orisá muito respeitada e cultuada tida como mãe de quase todos os orisás, por isso a ela também pertence a fecundidade) e Sangó (orisá dos raios, trovões e do fogo).

O Candomblé é uma religião que crê em um único Deus como criador de tudo que existe, chamado Olorum, criador do céu (Orun) e da terra (Ayé) e de todos os orixás que governam aspectos singulares dessa ampla e complexa coexistência do mundo espiritual e material. No Brasil cultua-se 16 Orisás. 

A exposição tem como objetivo mostrar que as manifestações e uso das roupas em terreiros de candomblé por Orisás, ou por seus filhos, tem forte influência no cotidiano com o uso das suas cores, brilhos, laços no cabelo, brincos e pulseiras, entre outros adereços que ornamentam homens e mulheres. Enquanto religião, o  Candomblé é rica em cantigas e danças, além de ser alegre e com muita energia, onde existe prosperidade, amigos e família,  não descriminando pessoas por sexo, raça ou cor.

A mostra conta com a colaboração de Awo Olorisa Beto Osoosi do Egbe La Igbo Onira, da Casa de Oxumaré, e de Baba Nivaldo de Logun-Ede, da Casa de Oxumaré.

 

 

 

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