O combate à dengue é uma atividade de todo cidadão e que precisa ser incorporada à rotina mesmo durante o inverno, quando os casos diminuem. Não acumular materiais que possam servir de criadouros ao mosquito transmissor deve ser tarefa permanente, mas muita gente descuida dessa responsabilidade nos meses mais secos do ano. A Secretaria da Saúde de Sorocaba, por meio da Divisão de Zoonoses, mantém suas atividades de prevenção e controle da dengue o ano todo e pede que o sorocabano faça o mesmo.
Desde o início do ano, foram confirmados 42 casos de dengue em Sorocaba, menos que o registrado no mesmo período dos dois anos anteriores, com 336 casos no ano passado e 56.689 casos em 2015, quando a cidade enfrentou uma epidemia da doença. Mas esse não é um parâmetro que deve ser usado para deixar de se preocupar com a dengue, tendo em vista que as duas análises de densidade larvária (ADL) realizadas este ano tiveram índice de 2,9 em janeiro e 3,6 em março, quando o considerado ideal é resultado inferior a 1.
“Como nos anos anteriores, temos a presença do mosquito transmissor no nosso convívio e não podemos dar oportunidades para que ele se reproduza e aumente o risco de termos uma nova epidemia”, alertou José Luís Chiquito Filho, médico veterinário, da Vigilância em Saúde de Sorocaba. Neste sentido, destaca Chiquito, a administração tem feito sua parte, realizando vistorias em imóveis, orientação dos moradores, operações de bloqueio dos casos suspeitos, mas não encontra o mesmo empenho dos cidadãos.
Ele explica que, apesar de conhecerem os riscos, muitas pessoas mantêm a residências com criadouros, não cuidam da casa, possuem materiais acumulados, caixas d´água destampadas e calhas entupidas. “Essas condições oferecem o risco que não queremos correr, que é ter mais uma epidemia, situação que não está descartada mesmo com o menor número de casos este ano até o momento”, alerta.
Além de visitar as residências, os agentes da Zoonoses também atuam em chamados pontos estratégicos, que são depósitos de recicláveis e ferros-velhos, por exemplo. Nesta semana, uma das áreas visitas foi no Jardim América, próximo ao córrego que corta o bairro, onde foram encontrados muitos materiais com água parada e oferta vasta de criadouros. “Basta termos a primeira chuva para esses recipientes serem abastecidos e poderem receber ovos que, em uma semana, serão mais mosquitos podendo picar e transmitir não apenas a dengue, mas chikungunya, febre amarela e zika. Por isso, pedimos que a população colabore”, finalizou.