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Acessado em: 20/01/2026 - 03h33

Com diversas ações, Gabinete de Crise garantiu os serviços essenciais à população durante a greve

Por: Thuanne Souza (programa de estágio) supervisão de Marcelo Andrade

Foto: Luiz Polacco

A partir do 5º dia da paralisação dos caminhoneiros, no sábado (26), o prefeito José Crespo reuniu todo o secretariado, o presidente da Câmara e os membros do gabinete de Gestão Integrada de Segurança, para criar o Gabinete de Crise, que ficou empenhado 24h, nos dias de paralisação, para garantir os serviços essenciais à população. Através das reuniões deste grupo, pode-se minimizar os impactos do desabastecimento nacional, em Sorocaba.

Para coordenar o Gabinete de Crise, o prefeito José Crespo nomeou o secretário da Segurança e Defesa Civil, Jefferson Gonzaga. “Com a ação do Gabinete de Crise, os serviços básicos à população ficaram garantidos durante a paralisação dos caminhoneiros que afetou o abastecimento em todo o país, mas, isso só foi possível devido à interação com cada secretaria, que em nossas reuniões levantaram as suas necessidades e se prontificaram a ajudar, disponibilizando os profissionais necessários para manter o trabalho em três turnos de oito horas, então, foi muita gente envolvida”, comenta Gonzaga.

O grupo trabalhou com a logística do transporte do combustível, com segurança, a fim de abastecer a frota do transporte público urbano, ambulâncias, viaturas, caminhões da coleta de lixo, veículos que transportam a matéria prima para o tratamento de água e se responsabilizou pelo funcionamento dos hospitais, UPHs e UBSs, bem como os seus insumos.

Uma das primeiras decisões, foi a do transporte coletivo, onde os ônibus da STU e Consor, voltaram a circular normalmente na segunda-feira (28), em todos os horários e em todas as linhas. Uma redução de 15% da frota se fez necessária para a economia do combustível, mas, para as linhas mais procuradas, foram disponibilizados uma quantidade maior de ônibus nos horários de pico.

Isso só foi possível porque, na tarde da sexta-feira (25), o prefeito José Crespo decretou situação de emergência em Sorocaba. Desde então, a Secretaria de Licitações e Contratos monitorou cerca de 150 postos de venda de combustíveis da cidade, para que os mesmos fornecessem produtos para a Prefeitura, sempre que dispunham e fosse necessário.

 A partir da instalação do Gabinete de Crise, também foi escoltado pela PM, todos os dias, até a normalização na sexta-feira (01), caminhões-tanque que buscaram gasolina em Barueri e Paulínia, e trouxeram até os postos de gasolina da cidade. Veículos oficiais, ambulâncias, viaturas, e veículos particulares de médicos e enfermeiros, tiveram atendimento preferencial em alguns postos, para garantir que não faltassem profissionais nas áreas que a população mais necessita.

Outra decisão para minimizar os impactos desta crise foi a de, a partir de segunda-feira (25), todas as unidades escolares da Prefeitura de Sorocaba, ficarem fechadas nos três dias úteis da semana passada, e só voltarem nesta segunda-feira (04), com as escolas totalmente funcionando. Assim foi feito para garantir segurança às crianças e qualidade ao serviço.

Também foi apontado pelo prefeito que nenhum hospital ou estabelecimento de saúde sob gestão municipal, incluindo a Santa Casa, deixaria de atender os pacientes, e assim foi feito. Reuniões foram realizadas com a Secretaria da Saúde para levantar as necessidades, e através de estratégias, cumpriu-se o cronograma de entrega dos cilindros contendo gases medicinais e oxigênio às unidades de saúde, e também, às empresas de ‘home care’, que presta serviços para as pessoas que necessitam de atendimento domiciliar. Os funcionários da saúde, mesmo com a paralisação dos motoristas de ônibus na manhã de quarta-feira (30), puderam ir trabalhar, pois, 5 veículos oficiais foram disponibilizados para levá-los ao trabalho e garantir o funcionamento do sistema de saúde da cidade.

Graças ao Gabinete de Crise, o Saae-Sorocaba ampliou a reserva dos produtos químicos e garantiu o tratamento seguro da água, distribuída normalmente para toda a população de Sorocaba. Na maior parte desse período, o Saae-Sorocaba conseguiu realizar todos os serviços, limitando-se a executar apenas os emergenciais nas ocasiões em que estoque de combustíveis ficasse mais reduzido.

Na terça-feira (29) da semana passada, tanto a Polícia Militar quanto a Guarda Civil Municipal escoltaram um carregamento de cloro que pode compor o estoque. O produto foi trazido de Cubatão com escolta e descarregado tanto na Estação de Tratamento de Água (ETA) do Cerrado, como na ETA do Éden. Na véspera, na segunda-feira (28), a Polícia Militar escoltou outro carregamento para as duas ETAs, trazido de Mogi Guaçu, garantindo mais armazenamento do produto responsável pela aglutinação das impurezas da água bruta, no processo de tratamento: o policloreto de alumínio.

“A ideia do prefeito foi determinante para que Sorocaba não sentisse tanto o impacto do desabastecimento nacional. O prefeito fez com que todas as secretarias se envolvessem e garantiu os serviços que não poderiam faltar à população, como, o abastecimento da coleta de lixo, transporte público coletivo, a saúde, etc. Sorocaba, apesar do problema nacional, através das decisões do Gabinete de Crise, saiu na frente!”, conclui Eric Vieira (Gabinete Central).

Encerrada a paralisação dos caminhoneiros em todo o país, os serviços públicos municipais voltam a normalidade, sem a necessidade da gestão do Gabinete de Crise. O transporte público municipal, que operava com 85% da frota, volta a funcionar com 100% dos veículos nesta segunda-feira (04).

Decreto

O Decreto feito pelo prefeito José Crespo, na sexta-feira, 25 de maio, ainda está em vigência apenas por questões burocráticas, e deve ser suspensa até esta terça-feira (05). São considerados serviços públicos essenciais para fins do decreto:

I – O atendimento à saúde (transporte de pacientes, distribuição de insumos e medicamentos);

II – Educação (transporte de alunos e distribuição de gêneros alimentícios para os estabelecimentos educacionais);

III – Transporte coletivo urbano;

IV – Coleta de lixo;

V – Serviços de abastecimento de água e esgoto – SAAE;

VI – Segurança pública;

VII – Defesa civil.