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Acessado em: 17/01/2026 - 22h39

Casos de dengue estão estáveis há 15 semanas em Sorocaba

Por: Eduardo Santinon – esantinon@sorocaba.sp.gov.br

Foto: Emerson Ferraz - eferraz@sorocaba.sp.gov.br

Secretaria da Saúde divulgou novo boletim epidemiológico com atualização de dados referentes à zika e chikungunya no município

Os casos de dengue registrados em Sorocaba estão praticamente estáveis desde meados de agosto. De lá para cá, foram quatro casos contra 58 no mesmo período em 2014. Os dados constam do novo boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria da Saúde (SES), nesta segunda-feira (14). “O poder público está fazendo o seu trabalho, bem como boa parte da população tem contribuído nas ações preventivas. Por enquanto a expectativa é de que tenhamos um 2016 com menos casos que este ano, mas isso vai depender muito do apoio do munícipe em ajudar a coibir a proliferação do mosquito transmissor, nos próximos meses”, alertou o secretário Francisco Fernandes, durante entrevista coletiva à imprensa.

Neste segundo semestre, até o último dia 5 de dezembro, a SES contabilizou 1.711 notificações de casos suspeitos de dengue, dos quais 25 (20 autóctones e 05 importados) foram confirmados e 1.686 foram descartados. A incidência é de 3,87 casos para cada 100 mil habitantes, considerando uma população de 644.919 habitantes. Não há o registro de óbitos por dengue desde julho. No ano passado, no mesmo período, o índice era de 8,21 ocorrências positivas para cada 100 mil habitantes. Desde o último boletim, divulgado em 26 de novembro de 2015, são três novos casos confirmados. “Mas não temos novos nas duas últimas semanas”, complementou o secretário.

A grande maioria dos casos positivos, 20 deles, foi identificada na região Norte/Oeste de Sorocaba. As visitas de casa em casa, com orientações à população e retirada de inservíveis, prossegue e esta semana está programada para ocorrer nos bairros Éden, Jd. Guadalupe, Jd. Hungarês, Jd. Nova Esperança, Vila Helena, Nova Sorocaba, Jd. Ipiranga, Júlio de Mesquita Filho e Vila Hortência. Em dezembro, até a semana passada, foram recolhidas 19 toneladas de possíveis criadouros de larvas do mosquito Aedes aegypti, também transmissor do vírus que causa as febres chikungunya e zika. Nesta semana, ainda está agendada nebulização em imóveis no Jd. Hungarês.

Chikungunya

Quanto à chikungunya, além dos 03 casos notificados confirmados anteriormente, importados de outros estados, a SES investiga seis novas notificações em uma família que veio de Pernambuco e cujas amostras de sangue foram enviadas para análise. Outro caso suspeito foi notificado, mas acabou descartado, pois o paciente apresentou contágio não relacionado a essa doença, bem como à dengue ou zika.

“Daí a importância de notificar a autoridade de saúde, sobretudo se a pessoa apresentar sintomas de uma dessas doenças, caso tenha voltado de viagem ou mantido contato com pessoas que foram, sobretudo, para a região Nordeste do País”, destacou Rafael Reinoso, diretor da Área de Vigilância em Saúde da SES. A medida é necessária para agilizar o tratamento do paciente, em caso de constatação de doença e promover ações de bloqueio para evitar a disseminação em Sorocaba.

Zika e microcefalia

Em relação ao vírus Zika, Sorocaba ainda não tem caso confirmado da doença. São cinco notificações descartadas e, até agora, há apenas uma suspeita em fase de investigação; um paciente de 61 anos que apresentou os sintomas característicos, mas que não viajou para áreas com maior número de casos. “O sangue dele foi coletado e as amostras enviadas para o laboratório de referência, que o Adolfo Lutz, em São Paulo, uma para teste de dengue e outra de zika”, explicou Reinoso.

A SES aguarda por definição de protocolo de encaminhamento, por parte do Governo do Estado, para prosseguimento nas ações de investigação da causa de microcefalia em uma gestante de 22 anos de idade do município, em acompanhamento na Policlínica. A paciente, que tem dois filhos e está na 23ª semana de gestação, apresentou sintomas para infecção por Zika vírus. “A constatação foi no dia 7 e no dia 11 de dezembro houve visita à casa dela. Embora a família dela seja de Pernambuco, alegou que não manteve contato com ela”, frisou Pedro Borges, médico da Divisão de Vigilância Epidemiológica da SES.

A rede municipal segue protocolo do Ministério da Saúde para notificação de casos suspeitos de microcefalias, para constatar se há relação com o vírus zika vírus. Há procedimentos padrão a serem adotados em maternidades e demais estabelecimentos de atendimento obstétrico e de assistência a gestantes e recém-nascidos.

A Vigilância Epidemiológica ainda apura detalhes de um caso de Síndrome de Guillain-Barré notificado em criança de cinco anos de idade em 3 de dezembro deste ano, mas ocorrida em agosto. No Brasil, a ocorrência desse tipo de síndrome neurológica relacionada ao zika foi confirmada em julho. O sintoma é o enrijecimento das pernas, de baixo para cima, que ocorre dias após a infeção. “São várias as causas dessa doença. É comum principalmente após viroses e a zika pode ou não ter ligação. De qualquer forma, houve orientação na escola de que não se trata de doença transmissível e a Zoonoses fez ações bloqueio para Aedes”, apontou o secretário.