Casos de dengue 2015-2016 é nove vezes menor que no mesmo período 2014-2015
Por: Eduardo Santinon – esantinon@sorocaba.sp.gov.br
De julho de 2015 a janeiro de 2016, Sorocaba tem uma incidência de 5,27 casos de dengue para cada 100 mil habitantes. A quantidade é nove vezes menor que a registrada no mesmo período, de 2014 a 2015, que era de 49,74 por 100 mil habitantes, época que o município entrava em situação de emergência para a doença. Apesar disso, não é hora de baixar a guarda contra o Aedes aegypti. O Alerta vem da Secretaria da Saúde (SES) ressaltando que, pelo contrário, o momento é de intensificar a eliminação de possíveis criadouros do mosquito, também transmissor das febres chikungunya e zika, para evitar a disseminação dessas doenças.
O boletim epidemiológico contendo a atualização de casos dessas doenças foi divulgado pela SES nesta quinta-feira (14), durante entrevista coletiva à imprensa, na Prefeitura. Em números absolutos, no ano-dengue 2015-2016 já houve a confirmação de 34 casos de dengue (22 autóctones e 12 importados), contra 317 (275 autóctones e 42 importados) na mesma época, só que 2014-2015. “Estamos numa situação mais animadora, relativamente ao ano passado e, atualmente, em relação, também, a muitas cidades do porte de Sorocaba, como Presidente Prudente, Ribeirão Preto, Campinas e Santos. Porém, as chuvas e o calor favorecem a proliferação de mosquitos”, ressalta o secretário da Saúde, Francisco Fernandes.
Desde julho do ano passado, Sorocaba não tem caso de morte ou de internações hospitalares devido à dengue. O diagnóstico tem sido feito nas unidades de saúde e os pacientes tratados no próprio domicílio. A quantidade de notificações no presente ano-dengue soma 2.903 e é maior que no mesmo período de 2014-2015, que ficou em 2.760. “Isso é bom, estamos identificando mais casos, só que a positividade tem sido menor. Assim como o número de casos importados, que antes representavam 13% do total e agora chega a 35%, o que mostra que muitos vêm de fora, de pessoas de outras cidades, mas diagnosticadas em Sorocaba”, explica.
Segundo o secretário, a melhora nos números relativos à dengue é resultado de ações educativas e preventivas adotadas pela Prefeitura, aliadas à resposta positiva da população, que contribui cada vez mais com o trabalho dos agentes de saúde, adotando iniciativas para combater as doenças transmitidas pelo Aedes. Os casos de dengue estão espalhados por toda a cidade, com predominância nas zonas Norte e Oeste. “Isso mostra que o mosquito gosta de áreas urbanas e não de mato. É por isso que estamos concentrando as ações preventivas e de bloqueio nessas áreas”, completa Rafael Reinoso, diretor da Área de Vigilância em Saúde da SES.
Chikungunya e Zika
Sorocaba não tem caso autóctone de zika ou chikungunya. Quanto a esta última, a SES contabiliza 14 notificações de casos suspeitos. Quatro confirmados e todos importados; 10 suspeitos em processo de investigação ou no aguardo do resultado de exames.
Em relação ao boletim anterior, divulgado em 14 de dezembro de 2015, há um caso positivo a mais, a partir de diagnóstico confirmado em um dos seis indivíduos, todos suspeitos, de uma mesma família que viajou para a região Nordeste do País. “O resultado deste último saiu nesta quinta-feira (14), não deu tempo de inclui-lo formalmente no atual boletim, mas já está computado no geral”, ressaltou o secretário.
Em relação à zika, o município tem oito notificações desde julho de 2015, das quais sete descartadas e uma importada em investigação, também no aguardo do resultado de exames. A SES ainda espera por resultado do Instituto Adolfo Lutz que pode comprovar o caso de zika associado a microcefalia, em feto de uma gestante de 22 anos na cidade. Rafael lembra que na suspeita de zika ou chikungunya, o paciente deve ser tratado como dengue num primeiro momento, com hidratação abundante e classificação de risco.
Reforço
“Não teremos avanço da dengue, zika e chikungunya se não tivermos o mosquito transmissor na cidade. Essa é a luta diária”, reitera o secretário da Saúde. “Esta época do ano é um prato cheio para o mosquito se proliferar. Terminadas as chuvas, o munícipe deve fazer a limpeza da casa e remoção de pontos de acúmulo de água. É momento de epidemia de dengue e temos que ter o controle para que essas doenças não se alastrem”, finalizando reforçando o alerta.
