Casarão abriga oficina de conservação e traz estudantes paulistanos
Dentro das comemorações da Elevação de Sorocaba à Vila (03/03/1661) e da Semana do Bandeirante, acontece neste sábado (7) a Oficina de Zeladoria do Patrimônio Histórico no Casarão do Brigadeiro Tobias – Centro Nacional de Estudos do Tropeirismo, em Sorocaba. O evento tem início às 9h e será promovido pelo Zeladores do Patrimônio Histórico do Estúdio Sarasá, em parceria com o Museu de Arte Sacra de São Paulo.
A atividade oferecerá a estudantes de Arquitetura e História paulistanos e locais a oportunidade de aprender técnicas de hidratação de madeira, colaborando, ainda, com a conservação de um dos principais equipamentos culturais de Sorocaba. “É uma oportunidade para troca de conhecimento entre os participantes, os gestores do Casarão e o grupo de alunos interessados nessa área, qualificando o equipamento cultural e levando um pouco da tecnicidade e a simplicidade da zeladoria”, explicou a diretora do Casarão, Sonia Nanci Paes.
Para Sorocaba, estão disponibilizadas quinze vagas para a Oficina. Os interessados podem se inscrever até a sexta-feira (6), das 8h às 17h, pelo telefone 3236.6856. O preenchimento se dará por ordem de inscrição. A atividade, que é gratuita, consiste em exposição teórica, com visitação às instalações do Casarão e a aplicação prática das técnicas.
O que é
A Zeladoria do Patrimônio Histórico foi idealizada há cerca de quinze anos por Antonio Luís Ramos Sarasá Martin, conservador restaurador do Estúdio Sarasá, com o apoio institucional do Museu de Arte Sacra do Estado de São Paulo. Trata-se de um trabalho de entendimento e percepção para a saúde dos bens históricos materiais e incorpóreos, essencialmente com o envolvimento das pessoas.
A primeira ação aconteceu no ano passado com o resgate da Festa de São Gonçalo, uma prática quase esquecida e que foi resgatada pelo Estúdio Sarasá e o Museu de Arte Sacra junto ao Casarão.
Conceitualmente, a Zeladoria chega à percepção, para, então, à prevenção e salvaguarda das estruturas e histórias de um bem, de uma manifestação artística, do intangível e da cultura, evitando-se, assim, que as ações do tempo comprometam a qualidade e quantidade do remanescente. Avivar identidades e despertar o conhecimento são suas metas, buscando salvaguardar aspectos materiais, históricos e simbólicos, dando ênfase, principalmente, à condição humana.
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