Caçadores de Tatu estreia espetáculo “Taturema: 2016” nesta sexta-feira

Por: Mariana Campos – macampos@sorocaba.sp.gov.br

Nesta sexta-feira (dia 19), às 21h, a Trupe Caçadores de Tatu estreia o espetáculo “Taturema: 2016” – última parte de “Trilogia Pantaleônica” – na sede do grupo. Já a trilogia será apresentada no sábado (dia 20): às 17h, “Taturema: Peabiru”; às 19h, “Taturema: Mebengokré”; e às 21h, “Taturema: 2016”. No domingo (21), a última parte será reapresentada às 19h.

Com isso, a Trupe Caçadores de Tatu fecha o ciclo de performances do projeto “Taturemas em Processo”, viabilizado pela Prefeitura de Sorocaba, por meio da Secretaria da Cultura (Secult), através da Lei de Incentivo à Cultura (LINC) 2015.

Todas as apresentações serão gratuitas e os ingressos, distribuídos com uma hora de antecedência. A portaria estará aberta durante uma hora antes das performances e ao longo de 30 minutos nos intervalos da Trilogia.

A classificação indicativa dos espetáculos é de 14 anos. A Trupe Caçadores de Tatu está localizada na Rua Dr. Arthur Martins, 121, no 4º andar, no Centro de Sorocaba.

Sobre “Taturema: 2016”

“Taturema: 2016” é uma previsão caricaturada de nosso futuro, projetada através de nossa situação atual. Tem como base os escritos sobre o mundo líquido de Bauman levados a sua última consequência. Uma Elite em crise, após o declínio das ações da fábrica de champanhe é levado a um delírio apoteótico de consumo através da motivação das alegorias Panaceia do Consumo, Banco Central e a Capital de Giro, que juntos consomem a saúde dos integrantes da sociedade em troca de créditos, status e poder e prometem a eternidade através de exoesqueletos biônicos desenvolvidos pelas Corporações Pantaleônicas, tão etéreas que só possuem contato com os compradores via Smart TV Pública.

O fervoroso consumo é destruído com uma explosão solar imprevista, que passa acabando com todos os chips e aparelhos eletrônicos, tirando de cena a moeda digital, ações e os exoesqueletos. No marco zero, os membros da Elite agora se veem em jornada de (re)descoberta para entender seu posicionamento no mundo, enquanto os mitos do passado, presente e futuro se reencontram na espiral do tempo.

Sobre a Trilogia

Passado, presente e futuro transformados em cena, no caldeirão antropófago da Trilogia Pantaleônica. Floresce a jornada de heróis e anti-heróis de nossa cultura Brasileira desde seus primórdios enquanto história escrita na chegada das caravelas e os princípios da miscigenação dos povos. Desemboca na industrialização e seus desastres ecológicos, no enfraquecimento de nossa identidade e desfalecimento dos mitos, que vemos no tempo presente e explode na chegada de um futuro líquido, digital e completamente austero que vê sua transformação numa hipotética explosão solar que trará a introspecção de volta a nossa sociedade. São jornadas de autoconhecimento. Os espetáculos em sua mitologia (re)constroem nossa sociedade em espelho, mas um novo duplo, o duplo da latência do teatro vivo na cena improvisada.

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