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Acessado em: 21/01/2026 - 15h39

Arte desde o berço enriquece formação de alunos da rede municipal

Por: André J. Gomes

Van Gogh, Alfredo Volpi, Candido Portinari, Claude Monet, Juan Miró, Piet Mondrian. Para os quase 300 alunos do CEI 88, no Jardim Josane, esses e outros nomes famosos da pintura internacional se tornaram personagens familiares, e sua arte passou a fazer parte da formação dessas crianças de 4 meses a 5 anos de idade.

Por meio do projeto “Em toda parte, criança fazendo arte”, o centro de educação infantil acrescentou o estudo desses artistas, de suas obras e suas biografias, no processo de desenvolvimento das crianças. Cada uma das 11 turmas da unidade tem um artista-tema, escolhido pela professora da sala, e todas as atividades realizadas pelo grupo durante o ano são relacionadas às criações desses pintores.

Entre outras atividades individuais e em grupo, os alunos refazem à sua maneira quadros clássicos, como a “Ponte Japonesa”, de Claude Monet, o “Galo” de Juan Miró e criações contemporâneas como o “Menino Maluquinho”, de Ziraldo, e a série infantil “Os Pingos”, do casal Mary e Eliardo França.

Outros artistas celebrados no projeto são os brasileiros Aldemir Martins, Gustavo Rosa e Romero Britto, cujas obras se destacam entre as crianças por suas cores vivas e formas simples.

“A criança absorve tudo com muita facilidade, e a arte as ajuda a ver o mundo por outros ângulos, desenvolve a sua percepção, auxilia em seu crescimento de um jeito simples e divertido”, explica a professora Delmira Souza.

Em outra sala, a professora Érica Simões destaca a amplitude de possibilidades abertas pela arte na educação infantil. “Muito mais do que cuidar das crianças durante o dia, nosso desafio é utilizar a arte para desenvolver desde cedo uma série de potencialidades que farão toda a diferença no futuro desses alunos”, diz.

Para a diretora do CEI 88, Rosemary Serrão, a iniciativa também é uma forma de estender os benefícios do conhecimento artístico até as famílias. Por meio de atividades interativas, como mascotes inspirados nos artistas estudados, as crianças levam para casa o que veem na escola e dividem essa experiência com os pais. “A possibilidade de agregar as pessoas também é um papel muito importante da arte, e o projeto tem cumprido essa função com muita eficiência”, conclui.