Amde ganhará horta em garrafa pet com ajuda de familiares e atendidos
Por: Mariana Campos – macampos@sorocaba.sp.gov.br
Foto: Emerson Ferraz
A Associação Amigos dos Deficientes de Sorocaba (Amde) ganhará uma horta vertical, com hortelã, alface, rúcula, cebolinha e pimenta, fruto de uma ação realizada terça-feira (dia 28) na entidade, com a participação da Secretaria do Meio Ambiente (Sema).
Mais de 25 pessoas, entre familiares, assistidos e funcionários da Amde, participaram de uma palestra sobre alimentação saudável e ainda aprenderam como fazer uma horta utilizando garrafa pet.
A ação ocorreu dentro das atividades propostas pelo Selo Social 2016, da qual as instituições participam. Nesta edição é necessário que os participantes desenvolvam pelo menos um projeto em parceria. Além da Sema e da Amde, fizeram parte do grupo a Casa Transitória André Luiz, Contexto Gestão Empresarial, Esamc, Hospital Evangélico, Agência de Desenvolvimento e Inovação de Sorocaba – Inova e a empresa Johnson Controls.
Cada integrante contribuiu com a ação de uma forma. A Sema forneceu gratuitamente 80 mudas de hortelã, uma das diversas plantas medicinais cultivada no viveiro de mudas do Parque Natural “Chico Mendes”, por meio do Projeto Fito Sorocaba, em parceria com a Secretaria da Saúde (SES).
Antes da aula prática na horta, os familiares e funcionários da Amde conferiram uma palestra sobre alimentação saudável, ministrada pela enfermeira Viviane Roberto de Souza, do Hospital Evangélico. Ela explicou sobre a composição dos alimentos, a importância de cada grupo nas refeições diárias e abordou quanto são necessários higienização e manuseio correto de frutas, verduras e legumes.
Já o professor de Engenharia Ambiental da Esamc, Hélio Rubens, foi o responsável por ensinar como confeccionar a horta em garrafas pet. Ele explicou a todos a maneira ideal de plantar cada espécie na garrafa pet, os tipos de terra utilizados e como cultivar em casa. Ao final da ação, os participantes interessados puderam levar a sua planta na garrafa pet para cultivar em casa. As demais mudas seriam colocadas em paletes que seriam fixados nas paredes do quintal da entidade.
Para o presidente José Osvaldo Gonçalves, um dos fundadores da Amde, a atividade é bastante significativa. “Principalmente pela integração das famílias e dos nossos autistas numa atividade comum, que qualquer um faz em casa. Isso demonstra a eles que dá para viver com qualidade de vida, em consequência da inserção social. E mexer com planta e com horta é tudo de bom, uma terapia”, frisou.
A dona de casa Leani Baleeiro, integrante da diretoria da entidade, participou da ação, pois seu filho Oswaldo Augusto, 31 anos, é atendido pela associação. “Este trabalho aqui é maravilhoso, esplêndido. Já gosto de plantas, mas em casa as formigas destruíram. Desta vez vou tentar como esta daqui, suspensa na parede”, comentou.
Quem também fez sua horta em garrafa pet foi a artesã Cristiane Gobo Reducino. Ela é mãe de João Pedro, 20 anos, também assistido pela Amde. “Tenho plantas em casa, mas não sei cuidar direito. Estou pensando que mesmo se eu não levar para casa, vou ajudar aqui na horta com as próprias crianças da entidade. Vai ser bem legal”, destacou.
Sobre a Amde
A Amde é uma entidade filantrópica e sem fins lucrativos de Sorocaba, que presta atendimento a 65 pessoas, entre crianças, adolescente e adultos com Transtorno Espectro Autista por meio do Centro de Excelência em Autismo.
No local, é realizado um atendimento multidisciplinar, com trabalho de psiquiatra, psicólogo, terapeuta ocupacional, fonoaudiólogo, fisioterapeuta e pedagogo.
A entidade está localizada na Rua Comendador Abílio Soares, 870, no Jardim Pagliato. Mais informações, pelo site: www.amdesorocaba.com.br.
Sobre o Selo Social
Realizado pelo Instituto Abaçaí, em parceria com o Sesi Sorocaba, o Selo Social é um certificado concedido a empresas, entidades sociais e órgãos públicos que demostrem Compromisso Social. Trata-se de uma estratégia para estimular boas iniciativas e reconhecer o trabalho de instituições que investiram em políticas de desenvolvimento social no Município.
Durante o processo de certificação, os setores se mobilizam na realização de ações em prol da comunidade, por meio dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio definidos pela ONU.
Os participantes recebem palestras, seminários, cursos de formação e assessoria individualizada, para planejar suas ações sociais. Durante os cursos de formação, os participantes aprendem, por exemplo, sobre Marketing Relacionado à Causa (MRC), gestão de projetos, captação, comunicação e administração de recursos.
Ao final das atividades, as instituições inscritas no Selo Social devem entregar um relatório final de impacto social. Para obter a certificação, os participantes também têm de comprovar regularidade fiscal e a promoção de investimentos internos que melhorassem a qualidade de vida dos funcionários, além de investimentos externos de ajuda à comunidade.
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