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Acessado em: 30/11/2025 - 10h47

Ação orienta sobre a pesca no rio Sorocaba

Por: Mariana Campos – macampos@sorocaba.sp.gov.br

Foto: Zaqueu Proença - zbueno@sorocaba.sp.gov.br

No trecho urbano desse manancial, a pesca é permitida apenas entre a Ponte do Pinga-Pinga e o deck do Parque das Águas

A Prefeitura de Sorocaba realizou uma blitz educativa no rio Sorocaba, na manhã desta terça-feira (dia 24). O objetivo foi orientar os pescadores sobre o local e os equipamentos permitidos para a pesca no trecho urbano do rio. A ação foi realizada num barco, em parceria entre a Secretaria do Meio Ambiente (Sema), o Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) e a Patrulha Ambiental (GCM).

A blitz integrou a programação do evento “Conectando rios, peixes e pessoas”, que comemora o Dia Mundial da Migração de Peixes (24 de maio). O objetivo é sensibilizar sobre os impactos ecológicos do represamento dos rios, sobre os peixes migratórios – que são aqueles que sobem até a cabeceira dos rios para a desova -, além de facilitar a compreensão do público em geral sobre a importância dos rios sem represamentos, dos peixes migratórios e as suas necessidades para a população.

A migração de peixes é crucial para a preservação das espécies. A maioria das espécies migratórias nada centenas de quilômetros nos rios em busca de alimento e para reprodução. O problema é que em muitos mananciais existem barreiras, como diques, barragens e açudes, assim como a canalização de rios, que afetam a migração dos peixes podendo diminuir e até extinguir espécies. Em Sorocaba há registro de 53 espécies de peixes no rio Sorocaba, sendo que três são migratórias: curimbatá (Prochilodus lineatus), tabarana (Salminus hilarii) e piava (Leportinus obtusidens)

No barco

A saída do barco ocorreu da Estação de Tratamento de Esgoto S1, por volta das 9h30. A equipe percorreu um trecho do rio até a região do Terminal São Paulo. Neste percurso foram encontrados dois munícipes pescando próximo à Estação Elevatória 9, local onde a pesca não é permitida. “A Patrulha Ambiental orientou os pescadores sobre os locais permitidos. Quando passamos de barco novamente pelo local, eles já não estavam mais lá e fomos encontrá-los embaixo da Ponte do Pinga-Pinga, local onde é permitido”, explicou Gláucia Cristini Franco, da equipe de Educação Ambiental do Saae.

O chefe de Educação Ambiental da Secretaria do Meio Ambiente, Rafael Castellari, destaca que a pesca no trecho urbano do rio Sorocaba é permitida apenas entre a ponte do Pinga-Pinga e o deck do Parque das Águas, o que atende à instrução normativa nº 26 do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), que diz que não é permitida a pesca próximo a saídas de córregos. “Como Sorocaba possui uma malha de córregos muito grande que chega ao rio Sorocaba, nosso trecho permitido para a pesca é pequeno. Esta proibição ocorre porque os peixes utilizam estes locais próximos aos córregos para a reprodução. Proibindo a pesca, conseguimos manter a biodiversidade da nossa fauna”, afirma.

O pescador amador pode pescar no trecho autorizado, desde que utilize vara, linha, anzol simples (preferencialmente sem a fisga), carretilha e molinete. “Não é permitida a pesca com tarrafa (rede) em nenhum dos pontos, garateia (anzóis triplos) e nenhum outro tipo de rede e armadilhas para pesca”, alerta Rafael Castellari.

Em caso de flagrante, pode ser comunicado à Secretaria do Meio Ambiente, Guarda Civil Municipal (GCM) e Polícia Ambiental, que tomarão as medidas cabíveis, como apreensão do equipamento e encaminhamento à delegacia. Isto ocorre principalmente quando se constata o uso de equipamentos não permitidos.

Além da equipe de barco, viaturas da Patrulha Ambiental percorreram durante todo o dia a extensão do trecho urbano do rio Sorocaba, para realizar o trabalho educativo.