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Acessado em: 17/01/2026 - 08h10

47 famílias do Caguaçu já receberam biodigestores

Por: claudio rostellato – crostellato@sorocaba.sp.gov.br

Foto: Alexandre Lombardi - alombardi@sorocaba.sp.gov.br

Tecnologia considerada simples tem mudado a relação dos produtores rurais com o meio ambiente

A terceira fase de instalação de fossas sépticas no bairro Caguaçu está concluída e beneficia mais 10 produtores rurais. A ação só foi possível graças ao Fundo Distrital 4620, por meio dos Clubes Rotários: Vergueiro, Manchester, Centenário, Leste, Granja Olga e Norte. A Prefeitura, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Trabalho (Sedet) apoia a iniciativa, que já beneficiou 47 famílias do bairro.

Conforme ressalta o presidente da Cooperativa dos Produtores Rurais do Caguaçu (Coopguaçu), José Camargo Santos, as fossas sépticas são de extrema importância para o meio ambiente. Revela que além dos já beneficiados, existem outros moradores que querem instalar o equipamento em suas residências. “É uma coisa muito boa para todo mundo e vai ajudar a garantir o nosso futuro, dos nossos filhos. Esperamos que tenham condições de beneficiar os demais moradores”, afirma.

O agricultor Donias França, vive no Caguaçu desde que nasceu, há 71 anos e é um dos contemplados com o dispositivo. Conta que tinha uma fossa negra, mas que a destinação do esgoto doméstico não era a adequada e isso o preocupava. “Foi muito bom receber essa fossa séptica. Agora sei que estou fazendo corretamente, estou ajudando a proteger o meio ambiente e principalmente a minha produção de verduras e legumes”, disse.

As fossas

As fossas sépticas são unidades de tratamento primário de esgoto doméstico, nas quais são feitas separação e transformação físico-química da matéria sólida contida no esgoto. A instalação dos equipamentos não tem custo para as famílias beneficiadas. Essencialmente agrícola, o bairro conta com dezenas de moradores que vivem da Agricultura Familiar, responsável, sobretudo, pelo abastecendo da população de Sorocaba. A iniciativa visa evitar o despejo de esgoto “in natura” na terra, uma vez que a comunidade é formada por agricultores familiares que vivem do cultivo de verduras e legumes.

Os biodigestores são considerados por especialistas como fundamentais para o combate a doenças, verminoses e endemias (como a cólera), reduzindo os lançamentos dos dejetos humanos diretamente em rios, lagos, nascente ou mesmo na superfície do solo. Com esse dispositivo, além de não mais contaminar o solo, os moradores ainda podem reutilizar a água do esgoto (após o tratamento) para irrigação de hortas e lavouras.

Para o secretário de Desenvolvimento Econômico e Trabalho, Geraldo Almeida, a instalação desses equipamentos é vantajosa. “É, sem dúvida, uma grande ajuda que o Rotary nos dá. Além de solucionar um problema ambiental, que é a destinação adequada do esgoto doméstico, traz mais qualidade de vida aos moradores daquela importante região produtora de alimentos”, disse.

O presidente do Rotary Club Sorocaba Vergueiro, Donato de Mendonça Fitipaldi, revelou que estão sendo feitos esforços para levar esse importante benefício às demais famílias da comunidade. Cada conjunto completo tem um custo médio de R$ 2 mil. O projeto para implantação das fossas tem apoio da Cooperativa dos Produtores Rurais do Caguaçu (Coopguaçu) que, em conjunto com a Seção de Agricultura e Abastecimento da Sedet e o Rotary Vergueiro, fez o levantamento das famílias a serem contempladas.